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DESMISTIFICANDO A ATENÇÃO DOMICILIAR

Por Dr. Leonardo Salgado – Especialista em Geriatria, Gerontologia e Clínica Médica.
 
A Atenção Domiciliar vem se desenvolvendo no Brasil há poucas décadas, particularmente na Bahia à cerca de trinta anos. Durante os últimos nove anos a Assiste Vida vem contribuindo para sua expansão e melhoria contínua promovendo os benefícios da categoria para todo o segmento de saúde. Apesar disso, a Atenção Domiciliar ainda enfrenta dificuldades geradas pelo desconhecimento do assunto por parte da classe médica, de outras áreas assistenciais e da própria sociedade.
Ainda ouvimos frequentemente frases como: “o paciente já tem condições de alta, agora vou pedir a internação domiciliar”, “Home care é para velhos acamados” ou até mesmo “medicina paliativa em casa é para paciente com câncer que está morrendo”. É necessário o real conhecimento sobre a Atenção Domiciliar para acabar com estes tabus.
A internação domiciliar é uma alternativa à internação hospitalar. Então, se um paciente já tem condições de receber alta em segurança e procurar acompanhamento ambulatorial, mas por motivos de limitação funcional, como restrição severa da mobilidade, ele não consegue, o mesmo precisa de assistência domiciliar e não de internação domiciliar. Em outras palavras, ele não precisa de cuidados intensivos e contínuos mas sim que o ambulatório “vá até a sua casa”.
A ideia de que Atenção Domiciliar é exclusiva para pacientes idosos acamados, tem origem nos primórdios da Atenção Domiciliar no Brasil, quando este era o perfil dos pacientes atendidos. De lá para cá, muita coisa evoluiu e já há algum tempo jovens e crianças vêm se beneficiando destes serviços, mas ainda num número menor do que poderiam.
Em pediatria, devido às equipes hospitalistas que acompanham estes pacientes desconhecerem a segurança que a Internação Domiciliar pode oferecer, diversas solicitações deste serviço deixam de ser feitas, mantendo os leitos pediátricos sempre lotados e comprometendo vagas para novos pacientes, que por sua vez lotam as emergências. Por outro lado, a maioria das empresas que prestam serviços de Atenção Domiciliar não investem em pediatria pois a demanda é baixa e a especificação é dispendiosa. Desta maneira este ciclo negativo não se quebra.
Há três anos a Assiste Vida intensificou seus investimentos em pediatria, montou uma equipe de pediatras e enfermagem pediátrica, qualificou equipe de técnicos de enfermagem e começou a mostrar para o mercado sua qualidade e segurança em internação domiciliar pediátrica. Hoje, além de um produto específico para este público, o Assiste Baby*, a pediatria já responde por 16% da internação domiciliar, com meta de 30% para 2019. Através de estudos técnicos a Assiste Vida percebeu que mais de 40% dos pacientes pediátricos com internação clínica em hospitais, têm elegibilidade para conclusão do seu tratamento em domicílio, agregando valor à assistência e auxiliando o processo de recuperação.
Por fim, com relação à medicina paliativa no domicílio, não é uma exclusividade de pacientes oncológicos. Precisamos pensar no conceito de cuidar de uma maneira muito mais ampla e os cuidados paliativos podem e devem ser empregados, sempre que indicados, independentemente da etiologia da doença. Na Assiste Vida, por exemplo, a maioria dos pacientes que são acompanhados pela equipe de cuidados paliativos são neuropatas graves.
(*) www.assistebaby.com.br